16 Jul 2021

Governo vai prolongar programa Apoiar para espaços de diversão noturna

Siza Vieira aproveitou a audiência desta quarta-feira no parlamento para anunciar que o apoio às atividades económicas que permanecem fechadas será prolongado, nomeadamente aos espaços de diversão noturna, para os quais prevê que reabram apenas daqui a umas semanas.

O Governo irá estender o programa Apoiar para as atividades económicas que se têm fechadas, nomeadamente os espaços de diversão noturna, fez saber o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital esta quarta-feira no parlamento. Na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, Pedro Siza Vieira destacou ainda o progresso feito no que refere às moratórias de crédito.

"A perspetiva de uma retoma mais vigorosa que tínhamos para o terceiro trimestre tem de ser, obviamente, agora mais moderada, sobretudo porque a procura turística, tal como na generalidade da Europa, está a ser menos significativa em função da situação pandémica”, começou por reconhecer o ministro da Economia.

"Isso significa também que algumas atividades que se mantinham encerradas desde o início da pandemia, como, por exemplo, os espaços de animação noturna, provavelmente terão mais algumas semanas antes de permitirmos o seu regresso, daí que o Governo tenha decidido que irá estender a aplicação do programa Apoiar para estas atividades”, continuou Siza Vieira, não adiantando mais detalhes sobre a medida.

O ministro enalteceu também a decisão do Executivo de avançar com garantias de Estado na questão das moratórias de crédito, salientando que esta "permite assegurar uma transição suave para as empresas em maior dificuldade” na saída da atual pandemia.

Segundo a explicação de Siza Vieira, o Governo está disposto a avançar com garantias sobre 25% dos créditos em moratórias de forma a assegurar acordos de reestruturação entre bancos e devedores. Estão abrangidas as empresas com quebras de faturação em relação a 2019 de, pelo menos, 15% e que ainda não tenham sido recuperadas.


Fonte: In, Jornal Económico