19 Jan 2026

Delícias do Castelo dá cartas nos produtos regionais de fabrico artesanal

Casa de Santa Maria da Feira está em plena época de venda de fogaças, uma das suas estrelas, a par da regueifa, dos caladinhos e do bolo de amêndoa. Qualidade garantida pelo espírito de missão de uma família garante o sucesso

Projeto familiar feirense, de gen­te que assume a sua profissão «com paixão», a Delícias do Castelo, em Santa Maria da Fei­ra, não é exceção entre os estabelecimentos do ramo e, por estes dias, reforçou a produção da fogaça da Feira, com expectativa das boas vendas habituais por alturas e no dia da Festa das Fogaceiras.

Esta é uma casa de produtos regionais de fabrico artesanal, que tem também, e entre outras delícias, créditos firmados na regueifa, nos caladinhos e no bolo de amêndoa. Está aberta de terça-feira a domingo, das 8.30 às 19 horas, com o horário dominical a decorrer das 8.30 às 13 horas.

«O que nos motiva é ouvir sempre comentários - "isto faz--nos lembrar a nossa avó; isto faz-nos lembrar a nossa mãe” - que destacam a qualidade dos nossos produtos», acentuou Pedro Castro, gerente e porta-voz da sua família, que inclui o pai José Augusto Castro, fundador do espaço, a mãe Maria da Glória e a irmã Lúcia.

Com nota de que a fogaça ali produzida está devidamente «certificada» como sendo "da Feira”, realçou que, nesta altura do ano, o setor produtivo, além da mãe, da irmã e da dona Fátima, tem uma mão extra a dar uma ajuda.

Há que dar resposta às encomendas da "Rainha da Feira”, pelo que o trabalho «começa de madrugada», e o dia 20 é sempre muito concorrido, com «grande procura». O gerente deu-nos conta que, mesmo não estando situado no centro histórico da cidade de Santa Maria da Feira, o seu estabelecimento não tem mãos a medir neste tempo de Fogaceiras, realçando que a Delícias do Castelo tem clientes fidelizados, que atribuiu ao «segredo do negócio»: a aposta decidida «na qualidade». Disse-se, por isso, certo de que «produtos com qualidade» representam «meio caminho andado para o sucesso».

Como os seus, natural de Santa Maria da Feira, Pedro Castro assinalou que a vivência da grande festa lhes passa ao lado. «Quem tem este tipo de negócio não tem muito tempo livre», declarou, exemplificando com o facto de que nem conseguirá ir ver a sua filha Bianca (de 13 anos) a desfilar como menina fogaceira. «Somos todos precisos no trabalho», reforçou, destacando «a paixão» daquela estrutura pela atividade de produzir as delícias que a casa vende. «Temos que sentir isto na pele», vincou.

O complemento da porta aberta em Santa Maria da Feira é a participação em mercados e feiras «pelo país». Responsável pelas vendas na empresa, Pedro Castro também assegura e supervisiona essa aposta, que implica presenças em mercados medievais, feiras de artesanato, eventos de gastronomia e também em mostras de doçaria conventual. Presenças que, como assegurou, são bem preparadas e que, podendo incluir ajuda ocasional, têm sempre um responsável da casa, para a «representar da melhor forma» e para «vender o mais possível».

«Embora a fogaça também se venda bem» durante o ano, a regueifa é o produto que «sai mais» durante os 12 meses, em especial na Páscoa. O responsável recordou que foi a sua mãe, Maria da Glória, que a começou a confecionar, com uma receita da sua bisavó.

Pescou da memória que des­de sempre os clientes os incentivaram a serem mais ousados na comercialização dos seus produtos, designadamente a­van­çando para mercados noutras regiões de Portugal.

Os primórdios deste negócio remontam à década de 60 do século XX, quando José Augusto Castro investiu numa mercearia. Tinha trabalhado na tasca dos sogros e decidiu singrar por si próprio no mundo empresarial.

A chegada dos hipermercados levou a que a família Castro equacionasse o seu futuro comercial, encaminhando-o para o atual modelo de negócio. Tendência reforçada pelo facto de, após a conclusão do 12.º ano, Pedro e a sua irmã Lúcia terem decidido manter-se no ramo de atividade escolhido por seus pais.

Mais uma grande superfície comercial na zona decidiu a opção pela confeção de produtos regionais de fabrico artesanal, com - como sublinhou - a mãe a ir buscar a antiga receita de regueifa.

«A correr bem», respondeu o gerente, quando questionado sobre a atualidade da Delícias do Castelo, a­cres­cen­tan­do que o estabelecimento tam­bém acolhe clientes que diariamente ali vão tomar o pequeno-al­moço ou para fazer um lanche.

Claro que, «havendo dias melhores e dias piores», a maior parte dos que entram pela porta é para levantar encomendas ou para fazer compra de produto ou produtos naquele momento.

«Manter a qualidade» e «o espaço agradável» é o propósito que garantirá um bom futuro para esta firma familiar. Apenas faltam mais lugares de estacionamento.

Pedro Castro garantiu, ao nosso jornal, que se manterá «este espírito de equipa que tem dado bons resultados».

Fonte: In, Diário de Aveiro
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