18 Nov 2022

Câmara assume gestão do Castelo da Feira

Monumento nacional já está nas mãos da autarquia e será objeto de intervenção de fundo, com o objetivo de aumentar a atratividade. Obra de quatro milhões de euros está sinalizada no Portugal 2030

Castelo da Feira Monumento nacional passou para a gestão municipal e será objeto de uma intervenção de fundo, para aumentar a atratividade.

O projeto de intervenção no Castelo da Feira está «sinalizado» no quadro comunitário de apoio Portugal 2030, com o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, a sublinhar que, mal seja possível, será feita uma candidatura a fundos europeus que permita alavancar uma obra no valor de quatro milhões de euros, a preços atuais.

Na assinatura, ontem realizada, do auto de transferência, da administração central para o município, de competências culturais que entregam a gestão do monumento nacional aos Paços do Concelho, o autarca de Santa Maria da Feira assinalou que, desde o passado mês de setembro, decorrem obras de consolidação estrutural e reabilitação da muralha Emídio Sousa informou que uma equipa - da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto - está a ultimar o projeto para a intervenção de fundo, que já tem a aprovação da Direção-Geral de Cultura do Norte (DGCN).

«Como tem fissuras até nos coruchéus das torres e isso está a causar infiltrações, o edifício precisa de obras urgentes e vamos aproveitar para fazer outros melhoramentos, como tornar visitáveis áreas até aqui indisponíveis ao público, como o poço e a masmorra», assinalou o presidente da câmara

Adequar a tenalha à realização de eventos é outras das intervenções previstas, assim como garantir acessibilidade e mobilidade paratodos. A praça de armas do ex-líbris local também deverá passar a acolher mais eventos, mas de teor selecionado, «com algum critério» e realizados «sempre em condições que não prejudiquem a torre de menagem».

O Castelo da Feira passou formalmente para a gestão do município após 113 anos sob tutela da Comissão de Vigilância (CV). entidade constituída por «notáveis da terra» que se substituíram ao Estado na preservação do imóvel.

Segundo a DGCN, é «um dos mais notáveis monumentos portugueses na forma como espelha a diversidade de recursos defensivos utilizados entre os séculos XI e XVI».

Emídio Sousa salientou que o encargo era desejado «há muito tempo e faz todo o sentido», embora a CV tenha feito um «trabalho de muito valor» e a colaboração entre ambas as instituições seja «para manter».

O secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento doTerritório, Carlos Miguel, e Isabel Cordeiro, secretária de Estado da Cultura, formalizaram a transferência de competências, tendo saudado e relevado os anos de boa colaboração entre a autarquia e a CV.

«Foi uma lição para os governantes», considerou Carlos Miguel, com nota de que a câmara, «mais perto», tem melhores condições para «olhar e cuidar» deste património emblemático do concelho.

Também será alvo de «um maior escrutínio» da comunidade, avisou, por comparação com o poder central.

Isabel Cordeiro acentuou que Santa Maria da Feira foi «um exemplo de responsabilidade partilhada». 
Fonte: In, Diário de Aveiro
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