20 Mai 2026

AmCham Portugal distingue Corticeira Amorim pelo crescimento nos EUA

A American Chamber of Commerce in Portugal (AmCham) assinalou 75 anos de atividade no país com uma cerimónia comemorativa realizada na Casa Ferreirinha, em Vila Nova de Gaia, reunindo representantes do tecido empresarial e institucional português. O evento contou com a intervenção do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, e teve como anfitriões António Martins da Costa e Isabel Furtado.

A celebração destacou o papel histórico da AmCham no reforço das relações económicas entre Portugal e os Estados Unidos, numa altura em que o mercado norte-americano continua a afirmar-se como um dos principais destinos das exportações portuguesas.

Relações económicas em destaque

Durante a sessão, Pedro Duarte sublinhou a importância da cooperação transatlântica para o desenvolvimento económico da região Norte e do país, defendendo a necessidade de continuar a atrair investimento estrangeiro e a apoiar a internacionalização das empresas portuguesas.

O autarca destacou ainda o dinamismo empresarial da região e o contributo das empresas exportadoras para a afirmação de Portugal nos mercados internacionais, nomeadamente nos Estados Unidos.
A cerimónia reuniu empresários, gestores e representantes institucionais ligados à comunidade empresarial luso-americana, num momento marcado pela valorização do percurso da AmCham enquanto plataforma de aproximação entre os dois países.

Corticeira Amorim distinguida

Um dos momentos centrais da celebração foi a distinção atribuída à Corticeira Amorim, reconhecida pelo desempenho e crescimento da sua atividade no mercado norte-americano.
A empresa portuguesa foi destacada pela capacidade de expansão internacional e pela consolidação da presença nos Estados Unidos, mercado considerado estratégico para o grupo.
A distinção surge numa fase em que a Corticeira Amorim continua a reforçar a aposta internacional, mantendo os EUA entre os principais mercados de exportação e crescimento.

Ligação entre Portugal e os EUA

Fundada em 1951, a AmCham Portugal tem desempenhado um papel relevante na promoção das relações comerciais e de investimento entre Portugal e os Estados Unidos, apoiando empresas dos dois lados do Atlântico e fomentando oportunidades de negócio.

Ao longo de sete décadas e meia, a associação acompanhou a evolução económica portuguesa e o crescente posicionamento internacional das empresas nacionais, assumindo-se como um interlocutor privilegiado junto da comunidade empresarial.

A celebração dos 75 anos ficou marcada por uma mensagem de continuidade e de reforço da cooperação económica bilateral, num contexto internacional cada vez mais competitivo e desafiante.

Trocas comerciais em crescimento

As relações comerciais entre Portugal e os Estados Unidos têm registado uma trajetória de crescimento sustentado nos últimos anos, consolidando o mercado norte-americano como o principal parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia. A evolução das exportações portuguesas para os EUA reflete uma maior diversificação da economia nacional e a crescente capacidade de internacionalização das empresas portuguesas.

Os Estados Unidos assumem atualmente um papel estratégico para vários setores nacionais, desde a indústria transformadora à tecnologia, passando pelo vinho, cortiça, têxtil, calçado e produtos farmacêuticos. Empresas portuguesas têm reforçado a presença naquele mercado, apostando em produtos de maior valor acrescentado e em marcas diferenciadoras.

Além do aumento das exportações, também o investimento bilateral tem vindo a crescer, acompanhando o reforço das relações empresariais entre os dois países. Os EUA são hoje um dos principais destinos de investimento português fora da Europa, ao mesmo tempo que empresas norte-americanas continuam a investir em Portugal.

Apesar das incertezas económicas internacionais e das tensões comerciais globais, a relação económica luso-americana tem demonstrado resiliência e dinamismo, sustentada pela forte ligação empresarial e institucional entre os dois mercados.
Fonte: In, Vida Económica
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