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VGP PREPARA O SEU PRIMEIRO PARQUE EM PORTUGAL, EM SANTA MARIA DA FEIRA
2021-01-12

A área do atual concelho de Santa Maria da Feira foi outrora um local de cruzamento entre comerciantes e viajantes, mesmo antes dos romanos aparecerem neste local durante o primeiro século AC. A sua localização naturalmente estratégica continua a ser importante até hoje, pelo que não é surpresa que a VGP tenha decidido construir aqui o seu primeiro parque em Portugal.

Área: 73.578 m2
Área bruta locável: 29.255 m2

O local situa-se no cruzamento da autoestrada A1 (que liga Lisboa ao Porto e arredores) e a A41, que faz parte da denominada CREP 41 (Circular Regional Externa do Porto). A CREP 41 desvia as áreas mais congestionadas do Porto, fornecendo ainda um acesso mais facilitado a outras partes do Norte de Portugal e Espanha.

Situada a apenas 20 km a sul do Porto, o VGP Parque Santa Maria da Feira vai ser capaz de aproveitar a força de trabalho da Área Metropolitana do Porto, que conta com aproximadamente 1,8 milhões de habitantes. O novo parque do VGP consistirá num grande edifício com 29.255 m2 de área locável num terreno de 73.578 m2.

Devido ao seu excelente acesso rodoviário, posição que se enquadra no Norte fortemente industrializado de Portugal, e encontrando-se na estrada principal entre as cidades portuárias de Lisboa e do Porto, a expectativa é que o parque seja ocupado, primeiramente, por empresas de logística ou empresas cujos propósitos sejam logísticos. Isto, segundo José Ferreira, o gestor do grupo VGP em Portugal.

O novo edifício terá uma excelente visibilidade a partir da autoestrada, sendo que o VGP o projetou tendo em conta critérios de sustentabilidade. "Será avaliado de Muito Bom pelo método Breeam”, diz José Ferreira, "e o edifício estará preparado para permitir a instalação de painéis solares no telhado. Igualmente previstas estão estações de carregamento para carros elétricos”.

O Município de Santa Maria da Feira tem apoiado muito este projeto, refere José Ferreira, acrescentando que o governo local revela, de uma forma geral, um forte interesse no desenvolvimento e na criação de postos de trabalho. Apesar do terreno ter sido escavado em 2020, a construção foi interrompida devido à Covid-19 e iniciará em março de 2021.Entretanto, o grupo VGP está a negociar a aquisição de várias propriedades nas regiões do Porto e de Lisboa.
 
Descobrindo o Porto e Lisboa

Destacando aspetos únicos e partilhados da história e cultura ricas deste pequeno país.

Deitado na foz dos dois grandes rios que correm para oeste da Península Ibérica, o Douro e o Tejo, Porto e Lisboa podem gabar-se das suas longas histórias, importância económica, atrações culturais e qualidade de vida.

Para um país com 10 milhões de habitantes, Portugal possui uma extraordinariamente rica matriz de tesouros arquitetónicos e naturais (incluindo 17 Patrimónios Mundiais da UNESCO), uma gastronomia local e nacional e uma história outrora gloriosa que se encontra narrada em muitos museus.

Não vamos julgar qual das duas principais cidades de Portugal oferecem mais ou melhor, mas é verdade que o grupo VGP escolheu o Porto para o seu novo escritório no país. José Ferreira, gestor do grupo VGP em Portugal, é natural do Porto.

Apesar de reconhecer o apelo de Lisboa como a maior metrópole (cerca de 2,8 milhões de habitantes versus 1.8 milhões do Porto), o status de cidade capital e a maior oferta cultural, José Ferreira diz que prefere o Porto pela sua "energia, comida, pessoas e qualidade de vida”.

O Porto é mais conhecido no estrangeiro pela sua bebida homónima, o vinho do Porto, um vinho forte mais doce e suave. Na Europa, apenas vinho de uvas cultivadas no Vale do Douro e envelhecido em caves debaixo dos subúrbios do Porto pode ser vendido como (vinho do) Porto. José Ferreira encoraja fortemente os visitantes a fazer um dos populares passeios de barco pelo rio Douro para admirar as vinhas agarradas aos taludes íngremes do vale, visitar os terrenos vinícolas e degustar o vinho do Porto e outros vinhos. A Região Demarcada do Douro Superior é um Património Mundial da UNESCO.

O vinho do Porto é especial pela técnica e tradição da sua produção. Tem um mais alto teor de álcool e açúcar do que os vinhos convencionais. O enólogo alcança este ponto mais alto de açúcar e de álcool adicionando um espírito forte (destilado ele próprio do vinho), o qual é conhecido como aguardente vínica, para impedir a fermentação precoce. Tradicionalmente, o vinho foi trazido do Douro em barris de madeira com fundo plano e em barcos especiais para o seu envelhecimento nas caves de Vila Nova de Gaia, um subúrbio na margem sul do rio Douro. Hoje em dia, esses barcos são maioritariamente para serem exibidos aos turistas, mas o vinho para ser vendido como vinho de Porto ainda deve ser envelhecido em Vila Nova de Gaia.
Os Britânicos estão entre os maiores consumidores de vinho do Porto, e Portugal é muito popular entre os turistas do Reino Unido. Esta ligação tem uma longa história.

Em 1373, os reinos de Portugal e de Inglaterra assinaram um tratado que criou uma aliança militar que continua até aos dias de hoje. Esta aliança tronou-se toda ela a mais importante da Era dos Descobrimentos durante os séculos XV e XVI, quando Portugal e Espanha eram rivais em termos do descobrimento e reivindicação de "novas” terras nas Américas, em África, na Ásia e no Pacífico. Tal como a França, a Holanda e a Inglaterra entraram no negócio da exploração e da colonização, aquela aliança ajudou Portugal e os Ingleses a protegerem os seus interesses.

Uma velha história diz que o vinho do Porto foi inventado porque os Ingleses adicionaram conhaque ao vinho para evitar que se tornasse vinagre na viagem para a Inglaterra e permitiu que os Ingleses se abstivessem de importar vinho da sua rival França.

De forma não surpreendente, o vinho será sempre um aspeto importante de qualquer visita ao Porto. Mas ainda há muito mais para apreciar. José Ferreira aconselha os visitantes a ficarem mais do que 2-3 dias, sendo que os turistas, normalmente, repartem a visita pelo Porto, por forma a experimentar e apreciar a cidade, bem como a complexidade e caráter da região.

"Não fique apenas no centro histórico e áreas turísticas”, reforça. "Esqueça o guia por algumas horas e perca-se na cidade, a sua costa litoral, o Rio Douro e vinhas, e as cidades vizinhas. As paisagens e a comida farão, com certeza, valer a pena aquele tempo extra”.

O Porto tem a arquitetura bem preservada, a qual tem atravessado séculos, bem como museus e outros complexos turísticos e culturais demasiado numerosos para serem referidos. Podemos partilhar apenas um cheirinho aqui.

Literalmente, a maior atração do Porto é a sua cidade velha, toda ela declarada Património Mundial da UNESCO. Mais pitoresca é a sua zona da Ribeira que começa na margem norte ensolarada do Douro, com cafés, e se estende até a colina íngreme em direção à maior parte da cidade, como uma multidão de edifícios com telhados pintados em cores vivas. Essa colina é surpreendentemente coberta pela Torre dos Clérigos, de 75 metros de altura. Esta torre barroca construída em pedra e a igreja que a acompanha foram construídas em meados do século XVIII. Visitantes com pernas fortes, que subam os 240 degraus a pé, serão bem recompensados pelas vistas panorâmicas.

Também a não perder é a Sé Catedral em forma de fortaleza da cidade, a meio caminho da encosta. A Catedral, cuja construção começou no século XII e continuou pelo século XVI, mostruários da mistura dos estilos românico, barroco e gótico. O seu terraço oferece vistas deslumbrantes da cidade velha.

Outro local classificado pela UNESCO é a ponte em arco Dom Luis I, com duplo tabuleiro e de ferro rebitado que atravessa o Douro, desde a Ribeira a Vila Nova de Gaia. Uma reminiscência da Torre Eiffel, a estrutura de 172 metros foi projetada e construída por um colaborador próximo de Gustave Eiffel e com tecnologias semelhantes às utilizadas na sua torre. No tabuleiro superior da ponte (85 metros de altura) funciona uma estrutura ferroviária ligeira e pedestre e o tabuleiro inferior suporta uma estrutura rodoviária e pedestre.

A terceira classificação da UNESCO no Porto encontra-se no topo de um afloramento de pedra com vista para o sopé sul da ponte. O Mosteiro da Serra do Pilar data do século XVI e é mais notável pela sua igreja redonda e também o claustro circular. Um teleférico providencia a ligação aérea, rio abaixo, desde a área do mosteiro até ao bairro de adegas de vinho e restaurantes.

Apesar do Porto poder, legitimamente, afirmar ter sido o local central da fundação, no século IX, do que viria a ser Portugal, dificilmente poderá competir com o imenso papel que Lisboa tem na história Portuguesa.

Construída em sete colinas e com o Rio Tejo a fluir no seu coração, Lisboa está ligada ao mar e aos cantos distantes do mundo devido à sua geografia e história. O Tejo espalha-se num grande estuário enquanto chega a Lisboa, formando um extraordinariamente grande e bem protegido porto natural. Um visitante que chegue a Lisboa é constantemente lembrado da Época dos Descobrimentos, quando os corajosos exploradores de Portugal partiram do porto de Lisboa para descobrir o norte e o oeste de África e o Brasil. O mais famoso, Vasco da Gama, durante 1497-1498 descobriu o caminho marítimo para a Índia, através da rota marítima em torno do sul de África, tendo navegado até à sua costa leste e alcançado o Oceano Índico, até à Índia.

O bairro mais antigo de Lisboa, Alfama, está localizado numa colina que se eleva da margem norte do rio Tejo, tendo o Castelo de São Jorge, em pedra, no topo. O nome de Alfama, derivado do árabe, lembra-nos que Lisboa mudou de mãos muitas vezes ao longo dos séculos. Durante os séculos VIII a XII, o castelo e a cidade eram governados e eram a casa de mouros árabes e berberes.

Tal como no Porto, um dos melhores locais para começar a explorar Lisboa encontra-se na margem direita do rio, na freguesia conhecida por Belém. Aqui estão muitos dos mais conhecidos monumentos e museus. O mais icônico é a Torre de Belém, do século XVI, construída em calcário. A torre foi construída de forma robusta no aterro como um farol fortificado e para guardar a entrada para o porto. Este é um dos dois locais considerados Património Mundial pela UNESCO. O segundo local, o Mosteiro dos Jerónimos, situa-se próximo. Diz-se que Vasco da Gama e os seus homens passaram a noite antes de sua partida, em 1497, em oração dentro de uma igreja mais velha naquele local. O mosteiro foi posteriormente construído para comemorar a sua viagem à Índia, e o túmulo de pedra de Vasco da Gama encontra-se dentro da igreja de Santa Maria.

Numa caminhada de 15 minutos rio acima, a partir da Torre, o visitante encontrará o Padrão dos Descobrimentos, um monumento de pedra maciça e escultura de cimento que apresenta figuras idealizadas dos 33 exploradores portugueses mais importantes e os seus benfeitores. Aquela localização fornece uma excelente vista da Ponte 25 de Abril, um marco histórico, uma ponte em suspensão com 2.3 Km de comprimento e que liga as duas margens opostas do rio Tejo.

A notável semelhança da ponte com a Golden Gate Bridge de São Francisco não é coincidência. Foi construída pela American Bridge Company, que tinha construído a ponte de suspensão da baía de São Francisco-Oakland, mas não a Golden Gate. Esta breve introdução dificilmente descreve tudo o que Lisboa oferece. José Ferreira alerta para o facto de que uma visita de 4-5 dias é necessária para experimentar a cidade como deve de ser. Para experimentar os muitos museus de Lisboa são necessários alguns dias. José Ferreira também recomenda que os visitantes passem uma noite num restaurante desfrutando de uma performance ao vivo das saudosas canções de Fado, que representam uma tradição de Lisboa e tipicamente acompanhada por guitarras portuguesas de 12 cordas.

Porto e Lisboa são, como veem, atraentes tesouros para visitantes que chegam a estas costas, ansiosos por fazer descobertas por conta própria.
 

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