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Turismo industrial na cortiça duplicou em 2019 para 3.000 visitantes
2020-02-05

O turismo industrial no segmento da cortiça registou 3.000 visitantes em 2019, o que a associação empresarial do setor revelou ser o dobro de 2018 e atribui à recente abertura do Cork Welcome Center (CWC).

Em causa estão tours que a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) começou por organizar no montado e em fábricas para dar a conhecer o setor, sobretudo a empresários, jornalistas e outros profissionais com ligação à indústria, mas que em setembro de 2018 passaram a incluir mais público escolar e geral após a inauguração do CWC na sede da própria instituição, em Santa Maria da Feira.

"A APCOR tem larga experiência nesta área através de visitas organizadas ao longo dos anos para públicos profissionais, mas, sabendo que as visitas ao setor da cortiça são únicas, em 2018 passámos a apresentar uma oferta para todos aqueles que também são um público muito distinto, isto é, o consumidor final", declarou à Lusa o presidente da associação empresarial, João Rui Ferreira.

Essa abertura vem-se materializando com a "Cork Experience Tour" e propõe-se aumentar o conhecimento da população sobre o percurso da casca de sobreiro desde a sua formação na floresta até à transformação em produto final, o que é encarado como "um produto turístico de elevado valor económico, cultural e lúdico" pelo porta-voz das 278 associadas da APCOR universo que representa 80% do volume total de negócios do setor e 85% das exportações portuguesas de cortiça.

"Por cada visita que existe, temos plena noção de que conquistamos um novo embaixador da cortiça e do sobreiro, num país que, só por si, já é um embaixador deste produto único no mundo e, como tal, um símbolo de Portugal", realçou João Rui Ferreira.

As 3.000 visitas turísticas que o setor corticeiro registou em 2019 representam "o dobro" da afluência de 2018 e, segundo a APCOR, esse aumento foi potenciado pelo CWC, que, embora recém-inaugurado, funciona como um centro interpretativo da cortiça e se tornou rapidamente "um dos maiores focos de procura".

João Rui Ferreira afirmou, aliás, que o CWC "já consta das agendas dos turistas e agências de viagem" pelo seu potencial para revelar "como funciona o mundo da cortiça, as propriedades do sobreiro, as múltiplas aplicações da sua casca e a inovação setorial que essa matéria-prima exige".

Entre os visitantes de 2019, 20% eram de origem francesa, seguindo-se os alemães e os norte-americanos, representando cada uma dessas nacionalidades 15% do total da afluência.

Os programas de visita são sempre "personalizados e com duração ajustada ao perfil do visitante" e, além do CWC, também podem incluir passagem no Cincork Centro de Formação Profissional da Indústria da Cortiça e no CTCOR Centro Tecnológico da Cortiça.

Em articulação com associações de produtores florestais locais, os tours mais prolongados incluem visita à floresta de sobro no Alentejo, que se estende "por uma área equivalente a cerca de 800.000 campos de futebol e faz de Portugal o maior produtor mundial de cortiça".

Quanto às unidades de transformação disponíveis no roteiro, todas passaram por um processo formativo inicial para adaptação aos objetivos da chamada "Cork Experience Tour" e são atualmente 14 as empresas nessas condições: António Almeida Cortiças, Bernardo & Ferreira, Cork Supply Portugal, Corksribas, Corticeira Ataíde, Corticeira Viking, Granorte, José Alberto Reis Pinto, José Américo Rolhas e Cápsulas, Lafitte Cork Portugal, M. A. Silva, Sá & Irmão, Waldemar Fernandes Silva e Youcork.2


In, Mundo Português
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