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"Quero partir daqui para o mundo inteiro"
2018-03-28

Como ideia surgiu há cinco anos, mas desde 2017 é possível ter uma loja na plataforma APPURO. O marketplace feirense é um produto inovador, criado de raiz do Hubparque do Europarque. Miguel Cruz é o programador responsável pelo projecto e quer começar por dar aos empresários feirenses uma presença online, e o devido retorno desse investimento.

Como é que surgiu a APPURO?
Em termos de projecto e ideia surgiu há cerca de cinco anos, o projecto foi evoluindo e nós fomos construindo a plataforma de raiz, mas sem a preocupação de criar uma empresa porque percebíamos que o caminho era longo até termos um produto comercializável. A empresa tem cerca de três anos, no primeiro ano tínhamos uma versão sem componente de loja online. E depois passamos para a criação de website com ferramentas muito simples e fáceis de utilizar por qualquer pessoa, basicamente como se usa o Facebook. Depois, começamos a testar com alguns clientes o que poderíamos melhorar na parte de venda online, e aí deu para perceber a evolução em termos comerciais, isto há cerca de um ano atrás. Para já temos duas versões do marketplace para Android e IOS, qualquer pessoa pode descarregar a aplicação. Neste momento, estamos agora a finalizar o Marketplace Web, contamos ter isso nos próximos dois meses.

Depois desse trabalho, o que é que apresentam neste momento ao cliente?
Basicamente a ideia que tínhamos no inicio é que as empresas não tinham uma forma fácil de estarem presentes online, o que acontecia a maior parte das vezes era que quando tinham uma loja faziam um investimento grande e não conseguiam rentabilizá-lo. Na generalidade da venda online apenas um por cento é que dá mais de mil euros ao ano, e é esse o problema que queremos resolver com a plataforma.

Quais as características diferenciadoras da APPURO?
As pessoas conhecem marketplaces como a Amazon ou o Ebay, para além de oferecermos este mercado, oferecemos também uma frente de loja ao nosso cliente. O nosso cliente não perde a sua marca, a sua identidade, o seu logótipo e a sua imagem. Pretendemos dar destaque às informações sobre a empresa, os nossos clientes têm o seu próprio domicílio e fazem a gestão do seu próprio ecossistema, e as coisas acontecem um bocadinho por magia.

Que outras garantias dão ao cliente que quer ter uma presença online segura?
Temos dois caminhos em relação à segurança, por exemplo o Google recentemente avisou que todos os sites que tivessem certificação digital iam conseguir mais uns pontos no algoritmo de ranking. Automaticamente, nessa semana oferecemos o certificado digital a toda a nossa rede. A nossa preocupação é sempre a de perceber o que os motores de pesquisa e o marketing digital vão fazer a seguir, muitas das indicações são ligadas à segurança. Nos testes que fazemos à plataforma temos resultados superiores a alguns bancos, e temos o APPURO PAY que é um sistema de pagamento que desenvolvemos para facilitar a parte dos pagamentos para quem quer construir uma loja na plataforma. Estamos a estudar ainda novos métodos de pagamento integrado. O processo de pagamento online é todo automatizado e tem uma taxa fixa, para facilitar o nosso cliente de loja que não precisa de cálculos.

Esta é uma solução dispendiosa?
É uma solução low-cost, estamos a falar de 168 euros por ano, com IVA incluído para ter acesso à plataforma. Qualquer empresário que queira colocar o seu website com frente de loja online é este o preço. E tem as taxas de transacção associadas aos pagamentos feitos na comunidade.

O público-alvo são os vendedores ou compradores?
Têm de ser os dois, não conseguimos manter as lojas online muito tempo se não houver comprador. Estamos a trabalhar num novo produto que passa por um sistema de bonificação em termos de compras online, para que a comunidade também seja beneficiada internamente.

Ainda existe alguma resistência a comprar online?
Acho que está a mudar nas gerações mais nova, nos millennials (geração que nasceu entre 1980 e 1995), mas os mais velhos continuam a ter alguma resistência. De qualquer forma já é tudo completamente diferente do que era há poucos anos. E o facto de colocarmos estas ferramentas mais simples, também é a pensar nas gerações mais velhas, e tentar equiparar o uso da plataforma às redes socais por serem fáceis de usar. E se tiverem dificuldades, nós damos as dicas e as coisas vão acontecendo.

Também dão assistência ao utilizador?
Sim, temos um chat online sempre contactável para quem tiver alguma dificuldade a introduzir uma fotografia ou um produto, ou alguma dificuldade em gerir o sistema multilingue. Mas damos apoio em outras áreas, por exemplo, em relação às fotos, a nossa plataforma introduz a foto já comprimida e recortada automaticamente, mas quanto à qualidade nada podemos fazer. Por isso,muitos clientes pedem-nos parceiros nessa área a preços simpáticos. Por exemplo, neste momento estamos a tentar encontrar parcerias em termos de logística, para embalar e enviar a mercadoria.

Essa é a vantagem de criar um marketplace de raiz...
Sim, podemos ouvir as necessidades do cliente, por exemplo, neste momento estamos a trabalhar em experiências diferentes para o utilizador final, para que possa ver o produto tridimensionalmente, como se estivesse dentro da loja. E vejo o futuro com muito interesse na nossa área.

Neste momento estão presentes em Portugal, Reino Unido e Estados Unidos...
São parcerias que fizemos, e os contactos muito recentes, não consigo falar ainda do resultado. Como a estrutura é muito pequena, não temos estofo financeiro para replicar o que está a acontecer em Portugal, mas queremos aproveitar mercados de interesse. A ideia é ter alguém que nos represente nestes países.

Gostava que houvesse alguma concentração no nosso concelho, já que é fortemente industrializado?
Sim, tenho que começar por algum lado, e é evidente que gostava de ajudar as empresas da região a melhorar a forma como vendem online, para obter esse retorno. É claro que depois, quero partir daqui para o mundo inteiro.


In, Jornal N
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