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Primeiro telemóvel "made in Portugal" é de cortiça e tem cunho feirense
2018-02-08


A empresa Corticeira Sedacor fornece cortiça para a concepção do dispositivo

A Ikimobile lançou, em 2017, o primeiro telemóvel com componentes de cortiça, e a peça tem mão feirense. Em parceria com a Sedacor, empresa corticeira com sede em São Paio de Oleiros, a operadora desenvolveu o primeiro telemóvel produzido inteiramente em território nacional, com características "diferenciadoras" que potencializam a sua utilização. "O telemóvel foi lançado numa feira, teve grande destaque, estivemos em vários top 10, e é uma peça que deve o seu destaque ao facto de ser um produto fora do normal, com características diferenciadoras, e não só por ser em cortiça. É certo que a cortiça acarreta um conjunto de especificações interessantes, e a nível da tecnologia oferece mais vitalidade ao telemóvel, mais durabilidade, conforto, é anti-bacteriano e antialérgico, ou seja, 50% do telemóvel torna-se livre de bactérias por ser feito em cortiça, cujo revestimento se situa na parte de trás da peça"- adianta Tito Cardoso, Director da Ikimobile.

O produto foi pensado pela Ikimobile, que quis dar "o passo seguinte" e alcançar o "grande objectivo": a produção de um telemóvel em território português. "Para esta peça precisaríamos de cortiça, uma matéria-prima na qual o nosso país é bastante rico, por que não ter um telemóvel totalmente construído cá? Este foi o nosso objectivo e o nosso desejo. Queríamos descentralizar ao centralizar. Isto significa que estamos a fazer algo que ninguém faz, que é produzir telemóveis fora de território chinês, mas ao mesmo tempo sentimo-nos centralizados porque Portugal está no centro do Mundo. Optamos por este caminho da diferenciação, não só nos componentes da peça, mas também na sua produção"- afirma o director.

Para Tito Cardoso, a Sedacor revelou-se um parceiro "essencial" no tratamento da cortiça, até a matéria-prima reunir as especificações necessárias para poder ser aplicada no telemóvel. "Obviamente que a cortiça teve de ser estudada para este tipo de processo, porque estamos a falar de um aparelho no qual vamos tocar todos os dias, várias vezes, colocar no bolso, em cima da mesa, na carteira, e por isso é normal que apanhe alguma humidade, atrito, e tivemos de trabalhar a matéria prima nesse sentido, de ser algo que tenha durabilidade. Neste sentido trabalhamos a cortiça, embora ela já reúna todas estas características e competências. Foi todo este trabalho que desenvolvemos com a empresa de Santa Maria da Feira a quem nos aliamos"- revela o director.

Na próxima terça-feira, 6 de Fevereiro, é inaugurada a primeira fábrica de telemóveis portuguesa, em Coruche. O investimento é da Ikimobile, e tem vindo a ser anunciado, estando agora pronto para entrar em fase de produção. As instalações chegam depois de a marca já ter entrado no mercado internacional há cerca de três anos, com a venda de equipamentos online e em retalho, sendo que alguns deles já eram feitos em cortiça mas eram, até então, produzidos na China.


In, Jornal N
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