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"O Trovador" comemora meio século dedicado à qualidade gastronómica
2020-10-27

Estabelecimento feirense aponta a preservação dos funcionários e o alto padrão de qualidade dos produtos como os "principais ingredientes" para a longevidade

Na passada segunda-feira, 19 de outubro, o Café O Trovador assinalou o seu 50.° aniversário. Reconhecido pelo fabrico do seu "ex-libris" - a fogaça -, este estabelecimento de doçaria regional tem enriquecido, ao longo de meio século, a experiência gastronómica no concelho de Santa Maria da Feira. "O Trovador" persiste em manter a sua identidade através da decoração emblemática do seu espaço e dos altos padrões de qualidade na confeção dos seus produtos.

Neste sentido, foi por volta das 11hOO que se procedeu à celebração do meio século de atividade de um dos mais ilustres estabelecimentos gastronómicos do território feirense. Com o cantar dos "parabéns", o corte de bolo e um brinde de celebração, houve ainda tempo para um momento de discursos e para uma conversa com Serafim Costa, o gerente da empresa que conta ainda com a gerência de três irmãos - António Guimarães, Ramiro Guimarães e Fernanda Paula Guimarães.

A cerimónia, realizada no interior das instalações e com as devidas medidas de segurança sanitária, contou com a presença de antigos gerentes, staff, clientes e membros da autarquia municipal, como o presidente da Câmara, Emídio Sousa; a vice-presidente, Cristina Tenreiro e o vereador do Pelouro da Proteção Civil, Vítor Marques.

Que importância atribui aos 50 anos de atividade do Café O Trovador?

Como podem imaginar, é o culminar de um sucesso. Não é todos os dias que um estabelecimento faz 50 anos. Quando esta administração tomou posse desta casa, o 50.° aniversário era um objetivo no horizonte. Felizmente, ao fim de 11 anos de administração, conseguimos atingir esta marca.

Quais são as características que tornaram esta pastelaria num dos principais pontos de atração gastronómica do concelho?
Além deste meio século, é importante sublinhar que os padrões de qualidade nunca foram postos em causa e mantiveram-se até aos dias de hoje. Fomos felizes com os colaboradores que passaram por aqui, sendo que os iniciais se mantiveram durante 30 anos. Deixaram um grande legado e queremos perpetuá-lo com essa característica: a qualidade da confeção dos nossos produtos. Não nos focamos apenas na parte económica e, tal como o senhor presidente da Câmara disse, há muito coração e emoção dedicada ao Café O Trovador.

Qual é o principal ex-libris que acompanha esta casa?

É a fogaça. A fogaça e os caladinhos são os produtos que têm um forte peso na faturação mensal.

Além disso, toda a doçaria que O Trovador tem não é comum encontrar noutras pastelarias, por vários motivos. Primeiro, não entre nenhum produto que não seja à base de ovos, farinha e açúcar. De resto não colocamos nada para a durabilidade dos produtos, os nossos bolos não têm grande durabilidade, pois são feitos diariamente - e isso é uma mais-valia para o cliente.

Nesse sentido, quais foram os "principais ingredientes" para a longevidade d'0 Trovador?

Para mim há dois fatores fundamentais: a preservação dos funcionários em termos de pastelaria e de fabrico e, em segundo, a não-obses- são pela parte económica e a importância que privilegiamos na qualidade dos produtos.

Uma vez atingido este meio século de atividade, quais são os planos que perspetivam para o futuro?

É um plano de "passo-a-passo" e de continuação do trabalho. Ou seja, desde que consigamos manter os funcionários motivados e a qualidade do produto a ser a mesma, estou certo de que vamos vencer. Portanto, o nosso grande objetivo não é à longa-distância, mas sim com passos extremamente curtos para continuar a privilegiar a qualidade do produto, sem recorrer a químicos de durabilidade. Vamos continuar com essa regra.





In, Jornal N
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