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Medical Home disponibiliza cuidado médico especializado e personalizado ao domicílio
2019-08-07


A ideia partiu de dois feirenses, João Bragança e Miguel Branco, e consiste em responder às necessidades do utente sem que este tenha de sair de casa. O objetivo é que o serviço da Medical Home seja o mais personalizado possível. Com equipas de ambulâncias e respetivos corpos médicos subcontratados, mediante a localização geográfica das solicitações, o próximo passo será disponibilizar uma aplicação para dispositivos móveis para que a família do utente consiga acompanhar, em tempo real, o tratamento ou serviço solicitados.

João Bragança, enfermeiro, e Miguel Branco, engenheiro civil, são amigos de longa data. Naturais de Santa Maria da Feira, cresceram juntos e, há menos de um ano, o destino voltou a uni-los num âmbito, agora, profissional. Tudo começou em outubro de 2018, embora a Medical Home começasse a funcionar na plenitude apenas no início do presente ano civil.

"Existe uma lacuna no Concelho e avançámos com o projeto já depois de termos feito um estudo. A partir de então, foi-se consolidando a ideia", explicou Miguel Branco, completado por João Bragança. "Tratámos da questão jurídico-legal, da constituição da empresa, e depois tivemos um interregno até dezembro/janeiro para discutir como alicerçar o projeto. Em janeiro, começámos a planear e a executar as ideias que tínhamos e fomos construindo um plano de estruturação e marketing". Então, constituiu-se a Medical Home, uma empresa que "é um prestador de serviços de saúde", exclusivamente ao domicílio. "Temos todas as valências clínicas, mas em casa dos clientes. É a grande vantagem do serviço. Qualquer cidadão, e não precisa de estar doente, que precise de cuidados de saúde ou de prestação de serviços de saúde, pode fazê-lo no seu domicílio ao contactar a Medical Home" que trabalha "365 dias por ano".

O leque de serviços é, apesar do pouco tempo de existência da empresa, já vasto.' 'Temos serviços de limpeza específicos, desde uma limpeza doméstica simples a uma mais cuidada, porque o doente pode ser imunodeprimido ou ter asma ou bronquite crónica", explica João Bragança. Há também entrega de refeições ao domicílio. "Fornecemos todo o tipo de refeição. Pode ser básica, como específica, tendo em conta problemas do doente como a insuficiência renal, hepática, cardíaca, ou porque é diabético. Todas as dietas são controladas pelos nossos dietistas e nutricionistas". O aluguer e a venda de dispositivos clínicos, como camas articuladas ou cadeiras de rodas, também fazem parte do leque de serviços da empresa de Fornos.

Miguel Branco e João Bragança ponderam reforçar as valências da Medical Home. "Estamos a estruturar um serviço, que será inaugurado em breve, que é a questão da videovigilância. Somos solicitados, principalmente por emigrantes que têm familiares a precisarem de acompanhamento. Em breve, poderão aceder, através do seu smartphone, a uma câmara no domicílio e visualizar, em direto e com som, as nossas equipas a tratarem dos seus familiares".

Assim, a Medical Home compromete-se, caso seja solicitada, a fazer um "acompanhamento pediátrico temporário ou permanente" e ainda "fisioterapia no domicílio". Mas qual quer que seja o serviço requisitado, os administradores garantem fazer um estudo prévio sobre cada caso. "É um serviço altamente personalizado. Deslocá-mo-nos ao domicílio para fazer um estudo sobre as necessidades do cliente, propomos o que possa ser útil e o cliente, no final, e mediante a análise e orçamento, decide quais os serviços que pretende". Já o transporte dos utentes é subcontratado. "Temos equipas de ambulâncias que trabalham com a Medical Home - e no futuro perspetivamos ter as nossas - que são empresas subcontratadas. Fazem o transporte dos clientes, seja para um exame ou para uma consulta", explica João Bragança, corroborado por Miguel Branco. "É um serviço individualizado no qual o cliente vai apenas com o auxiliar e com o tripulante".

"Tudo é ajustável às necessidades"

A versatilidade tem abonado a favor da Medical Home. "Servimos pessoas de meia-idade que não querem ir a um hospital para levarem uma injeção subcutânea, preferindo que seja um profissional da empresa a fazê-lo ao domicílio. Estamos predispostos a fazer o serviço a qualquer hora, em casa do cliente, conforme as suas necessidades. Temos uma bolsa de colaboradores composta por médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica e de geriatria que permite trabalhar no domicílio ", explica Miguel Branco, assegurando que o serviço de Terapia da Fala é "totalmente comparticipado".

Os serviços da empresa feirense são maioritariamente solicitados no norte do distrito de Aveiro. "Neste momento, as solicitações vão desde Vale de Cambra a Ovar, passando por S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira,  Cesar, Fajões ou Vila de Cucujães, ou seja, numa faixa geográfica entre o norte de Aveiro e o Porto ", avança João Bragança. E nestes locais são atendidos utentes com os mais variados contratempos. "Temos doentes em acompanhamento permanente, como doentes acamados totalmente dependentes. Há doentes em pós-operatório e em convalescença em casa e, pontualmente, utentes que devido às agendas laborais complicadas, não podendo deslocarem-se aos serviços públicos para administração de medicação, recorrem à Medical Home. Há pessoas que no inverno não querem apanhar chuva, frio ou vento ao deslocarem-se aos serviços de saúde e recorrem aos nossos serviços, sendo tratados no conforto doméstico. Em suma, tudo é ajustável às necessidades de cada cliente".

Apesar de a empresa estar ainda numa fase embrionária, João Bragança e Miguel Branco já iniciaram diligências no sentido de formarem parcerias para aumentar o número de clientes. Atualmente, existe um acordo com o Instituto Clínico "que comporta nos seus quadros psicólogos e terapeutas da fala que fazem uma prestação de serviços, desde crianças a adultos, totalmente comparticipada". "As equipas do Instituto Clínico e as da Medicai Home analisam o doente e, se for clinicamente comprovado a necessidade de terapia, inicia-se o processo, sempre exposto às entidades públicas". Mas há mais. "A Medical Home já foi apresentada formalmente na Autarquia da Feira e vamos agora encetar as diligências necessárias, em conjunto com a Segurança Social e com os Serviços Sociais da Câmara. Estão a ser feitos os contactos necessários para, apesar de sermos uma entidade privada, prestarmos um serviço social em parceria. As necessidades são muitas, os serviços sociais não conseguem abarcar todas e haverá casos em que seremos uma mais- valia", garante João Bragança.

Contactos desde Lisboa ao Dubai

Para João Bragança, "não é de espantar" os contactos recebidos de cidades como Lisboa ou Marinha Grande porque a Medical Home já foi contactada por emigrantes portugueses que habitam na' 'Alemanha, França e até Dubai". No entanto, uma abrangência nacional "care ce de uma análise cuidada", tendo em conta que o serviço da empresa feirense "é personalizado". "Quando as equipas ficam afetas a uma família, não gostamos de oscilar. Já conhecem as rotinas e horários do utente e, em termos de segurança e de empatia profissional, é tudo mais fácil. Se o doente é de Vale de Cambra, a equipa que iremos disponibilizar será de Vale de Cambra porque as distâncias são mais curtas, o que facilita a deslocação. Os administradores garantem só contratar "profissionais qualificados", sendo que "o nível de exigência da prestação de cuidados é elevado". "Trata-se de clientes particulares que procuram um serviço em sua casa, ou seja, estamos a falar de um nível de profissionalismo e seriedade alto. E avaliamos os procedimentos dos nossos profissionais diariamente". Para uma melhor transparência, Miguel Branco desvenda que está a ser desenvolvida uma aplicação para dispositivos móveis que permitirá a televigilância. "Falamos com muita frequência com as famílias dos doentes que estão noutros países através de aplicações como o WhatsApp. Havendo televigilância, somente o familiar poderá baixar a aplicação e ter acesso em tempo real para acompanhar o caso, falar com o familiar e ainda com a auxiliar".


In, Correio da Feira
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