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Linhas Covid-19: Banca aprovou crédito no valor de 6,5 mil milhões de euros até maio. Mas só 3,2 mil milhões chegaram às empresas
2020-07-06

Segundo dados consultados pelo JE, até ao mês de maio de 2020, as operações de crédito efetivamente concretizadas pela banca somavam 3,3 mil milhões de euros, mas o montante de financiamento aprovado total ascendeu a 6,5 mil milhões de euros. A diferença entre o financiamento aprovado pela banca e o crédito que efetivamente chegou às empresas é esta: 3,2 mil milhões de euros

No final de maio de 2020, havia 3,2 mil milhões de euros de crédito com garantia do Estado aprovado pela banca que ainda não tinham chegado efetivamente aos cofres das empresas.

Segundo dados consultados pelo Jornal Económico, que fazem um ponto de situação do financiamento protocolado à economia, até ao mês de maio de 2020, as operações de crédito efetivamente concretizadas pela banca somavam 3,3 mil milhões de euros, mas o montante de financiamento aprovado total ascendeu a 6,5 mil milhões de euros. A diferença entre o financiamento aprovado pela banca e o crédito que efetivamente chegou às empresas é esta: 3,2 mil milhões de euros.

Os dados revelam ainda que a banca aprovou mais de nove em cada dez operações. Das 54.739 operações de crédito que deram entrada no sistema nacional de garantia mútua, 91% obtiveram o aval das instituições de crédito, num montante global de 7.242 milhões de euros. Os dados não detalham quantas operações se encontram em apreciação, nem as que foram rejeitadas, pelo que não se pode aferir o respectivo montante.

O Estado lançou as linhas de crédito Covid-19 em março, numa forma de financiar a economia. Tratam-se de linhas de crédito com garantia do Estado, entre 80% a 90%, por isso, sem grande risco para a banca, em caso de incumprimento. As linhas foram reforçadas por duas vezes. Primeiro, para 6,2 mil milhões de euros e, depois, face à elevada procura, para 13 mil milhões de euros, o valor máximo acordado pela Comissão Europeia.

O Millennium bcp lidera a lista dos bancos que mais financiou as empresas ao abrigo das linhas Covid-19. No acumulado do ano, até maio, a instituição financeira liderada por Miguel Maya concedeu crédito no valor de 1,1 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 35% do total do crédito que já chegou às empresas.

O Santander foi o segundo banco que mais financiou a economia portuguesa, com mais de 727 milhões de euros em financiamento concedido, seguindo-se o Novo Banco (535 milhões), a CGD (363 milhões), o BPI (173 milhões), o Bankinter (113) milhões, o Crédito Agrícola (113 milhões), EuroBic (78 milhões), Banco Montepio (66 milhões), o Abanca (9,8 milhões).


In, Jornal Económico
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