Política de cookies

Este site utiliza cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba Mais

Compreendi

Notícias

Lã, colchões e escapes são investimentos "velhos" no ano novo
2019-01-07

No primeiro Conselho de Ministros do ano eleitoral de 2019, o Governo aprovou incentivos do Estado a três projetos industriais já anunciados, adiantados ou concluídos nos distritos de Aveiro e de Bragança.

Concentrar o fabrico de colchões numa única unidade industrial e aumentar-lhe a capacidade produtiva; construir uma fábrica de lã mineral com crescente procura no setor da construção pelas propriedades de isolamento térmico e acústico; e incorporar novas e mais limpas tecnologias na produção de escapes para automóveis.

Com um investimento elegível conjunto de quase 66 milhões de euros e a promessa de 165 novos postos de trabalhos, estes são os mais recentes projetos industriais a receber incentivos fiscais. A aprovação política dos apoios chegou esta quinta-feira, 3 de janeiro, em reunião do Conselho de Ministros, embora grande parte das obras já estejam concluídas ou prestes a terminar no terreno.

O investimento mais discreto foi realizado na Zona Industrial de Bustos, Oliveira do Bairro, onde a Volcalis já começou a produzir lã mineral há cerca de um mês, confirmou ao Negócios o responsável comercial, Paulo Tavares. Prevê-se a criação de 65 empregos até 2020, dos quais mais de duas dezenas "altamente qualificados".

Cofinanciada pelo Compete 2020 - dos 16 milhões de euros elegíveis resultou um incentivo FEDER de oito milhões - esta é a nova área de negócio do Grupo Preceram, com sede em Pombal e instalações também em Águeda e Figueira da Foz, onde já produzia outros produtos para a construção, como tijolo cerâmico, argilas ou placas de gesso.

Com término em abril, o investimento de 15 milhões (metade elegível para apoios) para concentrar em Santa Maria da Feira a produção da Molaflex, atualmente espalhada por S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis, foi alvo de uma candidatura "já assinada e aprovada pela AI CEP a 23 de março de 2018", confirmou ao Negócios o diretor-geral, Victor Marinheiro, adiantando que o valor do incentivo fiscal ronda os 30%.
Detida pelo grupo Flex, de capitais espanhóis, a empresa nortenha, que faturou 35 milhões de euros em 2018 e exporta 70% da produção para vários países europeus e africanos, prevê até 2021 uma centena de novos postos de trabalho e "crescer mais de 50%" em relação à atual capacidade fabril de 1.400 colchões por dia.

Finalmente, no arranque deste ano eleitoral entrou ainda nas contas do Executivo socialista um "aditamento ao contrato fiscal" com a Faurecia, anunciado em 2016, para prorrogar por 12 meses o investimento de 41,5 milhões na fábrica de Bragança, onde a multinacional francesa produz escapes para automóveis da Jaguar, Nissan ou Renault. 

Controlada pelos espanhóis do grupo Flex, a Molaflex prevê terminar em abril a construção da nova fábrica na Feira.

Tome nota
Novos projetos da construção ao mobiliário

Conheça os três últimos projetos a rubricar oficialmente "contratos fiscais de incentivo ao investimento" com o Estado português.

Nova exportadora em Oliveira do Bairro
O grupo Preceram, maior produtor de tijolo cerâmico do país, juntou a lã mineral ao portefólio de artigos para construção, prevendo exportar mais de 65% da produção da Volcalis, uma empresa constituída em Oliveira do Bairro.

Molaflex concentra e aumenta produção
A histórica Molaflex, fundada em 1951 por Rui Moreira, pai do atual autarca do Porto, vai mudar-se, este ano, de S. João da Madeira e de Oliveira de Azeméis para o concelho vizinho da Feira. O investimento totaliza 15 milhões e na nova fábrica prevê disparar a produção diária de colchões.

Faurecia ganha ano em Trás-os-Montes
O apoio ao investimento de 41,5 milhões da multinacional Faurecia em Bragança, onde produz escapes automóveis e é o maior empregador, é prolongado por um ano. Foi anunciado em 2016 no âmbito de um plano "para a incorporação de novas tecnologias de produção mais flexíveis e eficientes que contribuirão para veículos mais amigos do ambiente".


In, Jornal de Negócios
voltar