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Governo e APCOR antecipam mil milhões de euros em exportação de cortiça
2018-09-28


O ministro da Economia e a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) inauguraram o novo Cork Welcome Center (CWC) dessa indústria.

O ministro da Economia e a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) inauguraram esta quarta-feira o novo Cork Welcome Center (CWC) dessa indústria, manifestando-se confiantes na capacidade do setor para atingir em 2018 os 1.000 milhões de euros em exportações.

Com uma designação que pode traduzir-se por "Centro de Boas-Vindas da Cortiça", a nova estrutura funciona na sede da ACPOR, no concelho de Santa Maria da Feira, e assume três grandes valências: apresenta-se como um showroom coletivo sobre os diversos produtos da indústria corticeira, integra um auditório que fica disponível para acolher eventos da iniciativa dos membros da associação e é também um centro de informação aberto a associados membros, seus clientes, grupos de turismo industrial e comunidade educativa.

"Este espaço é um sinal dos tempos reflete um setor dinâmico, aberto à sociedade e ao mundo, que se orgulha do seu presente e, sobretudo, da sua visão de futuro", defendeu João Rui Ferreira, presidente da APCOR, para quem o CWC "colmata a necessidade" de um centro com "informação sectorial para complementar as visitas às empresas, para se observar a diversidade de aplicações da cortiça e para se valorizar toda a inovação desenvolvida pelo setor".

Realçando que "2017 foi um ano histórico para as exportações de produtos em cortiça em Portugal, onde se atingiu um novo máximo", João Rui Ferreira encara o CWC como um estímulo à meta atual.

"Acreditamos que 2018 será definitivamente o ano de ultrapassarmos a barreira dos mil milhões de euros, o que nos colocará um novo desafio, mas a mesma responsabilidade de acrescentar valor para o setor e progresso para as suas empresas, para os seus trabalhadores e para Portugal", assinalou.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, reconheceu que essa é "uma meta importante" e classificou a escolha do nome de Américo Amorim (1934-2017) para a principal sala do CWC como um bom augúrio para a sua concretização, a avaliar pela "determinação contagiante" que conheceu ao empresário.

Nessa perspetiva, o CWC também constitui o que o governante considera uma homenagem aos empresários da indústria corticeira, "que merecem um louvor pelo trabalho que fizeram em prol de um setor" que ainda há poucas décadas não gozava de especial reputação e "hoje é visto como inovador, se tornou líder mundial como em Portugal não há muitos e este ano vai atingir o bilião de euros de exportações".

Manuel Caldeira Cabral acredita que o CWC terá ainda particular significado para os trabalhadores da indústria corticeira, que aí poderão apreciar "o conjunto da obra e da sustentabilidade do setor", o que se revelará um contributo "muito útil para o seu envolvimento com as empresas que representam". De forma idêntica, os jovens estudantes irão perceber no novo centro as razões para o "orgulho" do setor e para a capacidade com que esse "continua a atrair recursos humanos de qualidade".

Na inauguração do CWC também participou Luísa Amorim, filha de Américo Amorim, vogal no conselho de administração do Grupo Amorim e administradora da marca de enoturismo Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo.

A propósito da escolha do nome do seu pai para a principal sala do novo centro de acolhimento sobre cortiça, na sede da associação cuja presidência o empresário assumiu por quatro mandatos em diferentes períodos da evolução do setor, Luísa Amorim afirmou: "Eu e as minhas irmãs (...) crescemos sempre com um pai ausente, mas de vivacidade única. Sempre entendemos que a sua missão estava para lá da família (...) e são gestos como este que retribuem em dobro a dedicação que o meu pai sempre teve para com o setor e para com esta casa".


In, Dinheiro Vivo Online
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