Notícias

Ferro Maria cuida da roupa dos feirenses
2018-04-18

Luís Castro e Gisela Ribeiro estiveram 15 anos em Inglaterra, formaram uma família, uma empresa e toda uma vida no Reino Unido. Mas decidiram voltar para Portugal e investir em Santa Maria da Feira. Em poucos meses agilizaram a empresa inglesa Sparkle and Shi- ne, para poderem geri-la a partir de Portugal, arranjaram escola para os filhos e novo negócio.. .Agora, estão à frente da Ferro Maria, uma engomadoria e lavandaria que promete cuidar de toda a roupa dos feirenses com total confiança, segurança e conforto...tudo a um preço simpático e com entrega em casa. Um espaço "lindo de morrer" com assinatura de Ivo Maia.

São um casal jovem emigrante, porque é que decidiram regressar?
Luís Castro: Há 15 anos tínhamos acabado de casar, e as coisas não estavam fáceis em Portugal com a crise. Foi uma opção, decidimos ir para Inglaterra. Tivemos vários trabalhos, na hotelaria e depois a Gisela decidiu lançar-se numa empresa de limpezas, eu tinha um outro trabalho que acabei por deixar para me dedicar à empresa Sparkle and Shine, que já está em laboração há 12 anos.

Gisela Ribeiro: Nós estivemos no Norte de Inglaterra e depois mudamos para uma outra zona. O que se passou é que começamos do zero, desenvolvemos uma marca e a dada altura houve interesse em franshisar o negócio. Um dos nossos clientes interessou-se na zona em que trabalhávamos, fomos desenvolver uma nova zona, e agora estávamos a laborar em duas zonas.

Construíram uma empresa com alguma dimensão...
Luís Castro: O ano passado na altura do Verão tínhamos 50 funcionários na área de limpezas, que incluía trabalhos móveis, gerida apenas por nós os dois, e não foi nada fácil. A história do Brexit influenciou-nos e começou a ser complicado contratar pessoas. Quando estávamos com o negócio de compra de casa lá praticamente fechado, comecei a pensar que se calhar preferia regressar e investir aqui em Santa Maria da Feira. Começamos logo a tratar da mudança, tivemos de reduzir o número de funcionários para 35, para manter a empresa mais independente, e é um processo que ainda está a decorrer.

É complicado mudar a vida inteira para cá...
Gisela Ribeiro: Sim, temos uma família, os miúdos tinham de iniciar cá o ano lectivo forçosamente. Portanto a partir de Maio preparamos tudo para voltar e em Setembro os nossos filhos já ingressaram na escola cá.

Conseguiram criar uma empresa lá fora, sabem que em Portugal o crescimento é difícil...
Luís Castro: Não será tanto assim, a mudança de mentalidades já está a acontecer. Tivemos muitas barreiras ao longo dos anos, e conseguimos...

Gisela Ribeiro: Sim, porque em Inglaterra também não foi fácil. Começar uma empresa, sendo estrangeiro, nunca somos olhados da mesma forma, quer para os empregados, quer para os clientes.

Mas regressam porque...
Portugal é Portugal. Aliás o nosso plano inicial era ir para Inglaterra cinco anos, organizar a nossa vida e voltar.

Gisela Ribeiro: Na verdade, nunca sentimos Inglaterra como a nossa casa, e sempre tivemos como objectivo regressar. É claro que os anos foram passando, a empresa também foi evoluindo e a família crescendo. Chegou a altura de decidir onde nos íamos fixar.

Qual a visão que têm de Portugal neste momento, e de Santa Maria da Feira?
Gisela Ribeiro: A nossa visão de Portugal neste momento é muito melhor, as pessoas estão muito mais optimistas. Apesar de tudo, também viemos para arriscar, porque ou investíamos num outro negócio lá, ou vínhamos para cá. Com trabalho e dedicação acho que vai dar certo.

Luís Castro: Quem tem uma empresa seja onde for, sabe das dificuldades. Neste momento Santa Maria da Feira é muito atractiva, é uma cidade que está no mapa, e muito interessante em termos de negócios. E o melhor de tudo é que temos a nossa restante família por perto.

Como é que se apaixonaram pela Ferro Maria?
Gisela Ribeiro: A imagem é muito bonita e gostamos do conceito.

Luís Castro: localização foi uma das coisas que nos atraiu, temos clientes de todo o concelho e fora do concelho. Temos também clientes que vivem cá e trabalham no Porto e Gaia, e como não têm tempo, este serviço faz falta.

Quais são os serviços que oferecem?
Gisela Ribeiro: A engomadoria, a lavandaria e adicionamos também a lavandaria a seco, e outros serviços específicos na limpeza e tratamento de têxteis.

Luís Castro: Tentamos ter todos os serviços ligados à limpeza têxtil, desde limpeza de sofás e colchões aos tapetes, e cortinas, é um servi ço ao domicílio que também oferece uma protecção futura, uma espécie de impermeabilização. Isto para além dos pacotes de engomadoria e lavandaria, que neste momento são o que mais vendemos.

Já alteraram o tipo de serviços para outros serviços domésticos...
Gisela Ribeiro: Sim, para diversificar os serviços e porque este tipo de serviço não existe cá em Santa Maria da Feira, trabalhos em parceria com uma empresa com muitos anos de mercado que manda uma equipa técnica a casa das pessoas e estamos descansados. E tem chamado bastante a atenção das pessoas.

Esta é uma engomadoria muito urbana, quem é o vosso cliente?
Gisela: Qualquer tipo de cliente, mas talvez as pessoas com pouco tempo, com preocupação com a imagem, que sabem cuidar de si e dão valor a este tipo de serviço. Mas também há famílias com crianças, com pouco tempo. Até porque às vezes as pessoas têm uma empregada doméstica, mas que não sabe tratar da roupa, ou não tempo para tratar dela.

O que é que acham que diferencia os vossos serviços?
Gisela: A imagem que é acolhedora e chamativa, a qualidade e simpatia...

Luís Castro: Baseado na experiência que temos, embora estejamos dentro do preço de mercado, e até com preço muito competitivo, penso que o cliente valoriza outras coisas. Não fizemos alteração à política de preço, mas o que queremos valorizar é que aquilo que combinamos com um cliente, vamos cumprir. A confiança e o saber que não vamos falhar é muito mais importante.

São empreendedores, quais os planos para o futuro?
Luís Castro: Compramos a Ferro Maria com um projecto bem definido para expansão de serviços, dependendo da resposta de Mercado gostávamos de multiplicar o número de lojas. Temos outros projectos na manga mas queremos andar passo a passo, por agora o foco é desenvolver a Ferro Maria.


In, Jornal N
voltar