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Feira no 5° lugar das exportações do Norte do País
2017-11-22

Estudo da CCDR-N revela que o concelho de Santa Maria da Feira representa 6,4% do valor total de exportações da zona Norte. A Amorim & Irmãos SA é a mais exportadora do município, aparecendo no 7o lugar do ranking 

Segundo o estudo avançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), baseado em valores de 2016, Santa Maria da Feira é o 5º município mais exportador da Região Norte do País, com 6,4% do valor total de exportações da Zona Norte. Em primeiro lugar está Vila Nova de Famalicão (9,5%), em segundo lugar a Maia (7,1%), Guimarães e Vila Nova de Gaia (ambos com 6,8%), seguidos pelo território feirense.

O valor total das exportações da Região Norte superou os 20 mil milhões de euros em 2016, numa Zona que se mostra cada vez mais competitiva nos mercados internacionais, tendo apresentado um crescimento total de 5,8%, e representado mais de 40% das exportações nacionais.

Emídio Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, afirma que "já estava à espera deste resultado", tendo já "conhecimento do papel que Santa Maria da Feira representa" no valor das exportações da Região Norte. "Já estava informado quanto ao nosso volume de exportações e, no fundo, isto vem confirmar aquilo que já sabia e me deixa muito feliz. Em 4 anos, aumentamos em mais de 100 milhões o nosso volume de exportações, o que significa que toda a aposta que fizemos de desenvolvimento económico, do envolvimento dos nossos empresários na percepção do que é o mercado global, nas idas ao estrangeiro, nos convites que fizemos a presidentes de outras empresas para confiarem nos nossos produtos foi positiva. Passados 4 anos vejo este número com muito agrado porque realmente resultou, e os números cá estão para o provar. Se o nosso território está bem, naturalmente o Presidente da Câmara estará satisfeito" - afirma o edil.

No estudo pode ainda ler-se que as empresas sediadas na Região Norte do país exportaram produtos no valor de 20,5 mil milhões de euros, tendo realizado importações no valor de 14,7 mil milhões de euros. Em termos de balanceamento comercial, o saldo é positivo em mais de 5,5 mil milhões de euros, de acordo com os dados provisórios avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Relativamente ao concelho de Santa Maria da Feira, a Amorim & Irmãos SA é a empresa mais exportadora do município, aparecendo no sétimo lugar do ranking da Região Norte, seguida pela Amorim Revestimentos, em 31° lugar.

Emídio Sousa destaca o papel não só dos empresários, mas também da qualidade da mão- de-obra feirense na obtenção deste destaque. "Este número acaba por ser um reflexo dos nossos empresários, mas também da nossa mão-de-obra. O mérito é dos empresários, por serem capazes de perceber o Mundo, de produzir com qualidade, mas como é óbvio, também existe mérito dos nossos trabalhadores. Aliás, acredito que não podemos separar nunca os sucessos de uma empresa, do desempenho dos seus trabalhadores. Uma empresa é boa não só quando tem bons dirigentes, mas também bons trabalhadores. Penso que o mérito é de todos, da organização. Quando falo de organização, falo dos gerentes, falo dos trabalhadores, falo dos fornecedores. Temos que ter um novo conceito de empresa, e o novo conceito define-a como sendo uma organização onde todos são peças importantes" - considera o presidente da Câmara.

Emídio Sousa pretende, assim, que as empresas de Santa Maria da Feira continuem a pautar o seu trabalho pela "abertura total ao mercado exterior", no seguimento da sua aposta no "desenvolvimento económico e emprego", criando "cada vez mais mão-de-obra qualificada" no concelho, situação que já está a ser assegurada nas instituições de ensino, com a implementação, desde cedo, do ensino da linguagem de programação voltada para as tecnologias, e da continuação da aposta no sector cultural. "A nossa aposta tem de ser muito virada para a área da educação, nas competências para que tenhamos capacidade de resposta, para que as empresas queiram vir para Santa Maria da Feira pela qualidade dos seus recursos humanos. Esse é o próximo desafio que quero para o território, e aliás já o estamos a fazer: quando falo em implementar a linguagem de programação nas escolas, que já está a acontecer, é com esse objectivo. Depois temos também a nossa aposta cultural. As pessoas ainda não perceberam, mas quando apostamos na cultura e nos eventos estamos a apostar na criatividade, na inovação, numa perspectiva diferente dos jovens. Há muitos campos em que sabemos que vamos ser substituídos pelas máquinas, mas há tarefas em que as máquinas nunca nos irão substituir, e isto aplica-se a estas áreas da criatividade e da cultura" - sublinha o responsável.

In, Jornal N
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