Política de cookies

Este site utiliza cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba Mais

Compreendi

Notícias

Empresas portuguesas de software de gestão faturaram 315 milhões de euros
2019-07-16

Este valor, registado em 2018, é 6,1% superior ao verificado no ano anterior. Na última década, a faturação apresentou taxas de crescimento elevadas, com um ritmo médio anual de 10%.

A procura de software de gestão cresceu de forma assinalável, conjuntamente com a digitalização das empresas, o aumento da penetração da Internet, a adoção de ferramentas informáticas no trabalho e o cada vez mais elevado nível de formação dos trabalhadores no uso das tecnologias da informação.

De acordo com o estudo setorial da Informa D&B, as aplicações ERP constituem a maior fonte de receitas, com um peso de 46% no valor total do mercado. O segmento de CRM, pelo seu lado, representa cerca de 25% da faturação, enquanto a quota das aplicações SCM é de 6%, correspondendo os restantes 23% a outros tipos de aplicações.

As previsões do mercado são favoráveis no curto e médio prazo. Esta evolução positiva abrange todos os segmentos do mercado, embora as perspetivas sejam melhores para as soluções específicas do que para as ferramentas ERP, devido ao menor grau de maturidade das aplicações CRM e SCM e das ferramentas setoriais.

O setor é liderado por um número reduzido de grandes empresas que detém uma fatia considerável das receitas globais. Neste contexto, em 2018, a quota de mercado conjunta das cinco principais empresas ultrapassou os 50%, enquanto a das dez principais ultrapassou os 65%.

Relativamente à distribuição do negócio por atividade em 2018, as receitas ligadas à venda de licenças geraram aproximadamente 60% do total, correspondendo os restantes 40% às atividades complementares (implementação, manutenção e formação).

Apesar do mercado português de software de gestão ser controlado por um reduzido número de empresas multinacionais, existe um número elevado de empresas de pequena dimensão no setor, grande parte das quais desenvolve aplicações dirigidas a segmentos muito específicos.


In, Jornal Económico
voltar