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Empresários portugueses mais otimistas quanto à evolução dos negócios
2018-04-12

Os empresários portugueses estão mais otimistas quanto à evolução dos seus negócios, com 61% a estimarem melhorias no desempenho das respetivas empresas em 2018, segundo o Estudo Nacional de Competitividade Regional, divulgado hoje pela plataforma online Zaask.

A terceira edição do estudo, realizado com a Universidade Católica Portuguesa e que abrange os 18 distritos e regiões autónomas, analisa a situação financeira das empresas e a situação económica das regiões, com base num inquérito a 2.562 microempresas, das quais 2.062 desenvolvem a sua atividade em Portugal e as restantes 500 em Espanha.

Em Portugal, as microempresas representam mais de 85% do mercado, segundo o estudo.

Comparando com a segunda edição do estudo, conclui-se que "a situação financeira das empresas melhorou ligeiramente, acompanhada pela evolução da situação económica nacional".

No ano passado, 61% dos empresários classificaram a situação financeira da empresa como "razoável", um valor superior aos 59% registados em 2016, avança o documento.

Comparando com Espanha, verifica-se que a percentagem de empresas "em situação percebida como má ou muito má" é maior (38%) do que em Portugal (23%).

Quanto à situação económica por distrito, 86% dos empresários classificam-na como sendo razoável, boa ou muito boa, um indicador que em 2016 representava 68%.

O estudo revela ainda que 45% dos empresários destacam uma maior evolução das suas receitas no ano de 2017, um crescimento de 25% face ao período homólogo.

À semelhança do estudo lançado em 2016, a maioria dos empresários portugueses (56%) aconselha a instalação de um novo negócio no seu distrito, embora se tenha registado um decréscimo na ordem dos 10% neste parâmetro (62%).

Já quanto ao grau de facilidade no lançamento de um novo negócio, apenas 18% classificam essa tarefa como fácil ou muito fácil, a contrastar com os 38% que afirmam ser difícil ou muito difícil.

Por outro lado, os empresários continuam a sentir dificuldades na contratação de empregados para o seu negócio, já que apenas 17% consideram fácil ou muito fácil contratar no seu distrito, um valor que em 2016 se situava nos 21%.

Lisboa, Portalegre, Aveiro e Porto destacam-se como sendo os distritos em que existe maior facilidade em contratar, segundo as microempresas.

O estudo mostra também que a maioria dos inquiridos não tem conhecimento da existência de programas de formação para pequenos empreendedores, oferecidos pelo governo regional ou local, sendo esse desconhecimento maior em Portugal (74%) do que em Espanha (65%).

Quanto às receitas, 45% dos empresários portugueses referem que estas aumentaram muito ou um pouco nos últimos 12 meses de 2017 face aos 36% verificados em 2016.

"É patente na generalidade da amostra um otimismo em relação ao futuro", lê-se no estudo, que adianta que apenas 8% dos empreendedores portugueses perspetivam uma evolução negativa da sua empresa.

Castelo Branco, Setúbal, Guarda e Lisboa são os distritos mais otimistas face às perspetivas futuras, enquanto Beja mostra o maior pessimismo.

Quando questionados sobre a situação económica do distrito a que pertencem, 86% dos empresários consideraram ser razoável, boa ou muito boa, contra 68% em 2016. Faro, Leiria e Lisboa são os distritos que registam uma melhor situação económica.

O estudo refere ainda que Vila Real, Guarda e Bragança são os distritos que os empresários locais mais recomendam para lançar um novo negócio e que Guarda e Aveiro são os distritos onde é mais fácil lançar um negócio.

Por sua vez, Bragança, Açores e Évora são os distritos onde é mais difícil recrutar.


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