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Centro Empresarial da Feira quer aumentar instalações e replicar modelo de negócio
2019-07-16

"Quando uma multinacional olha para Santa Maria da Feira, olha para a cidade englobada no grande Porto, e não como um território per si”

O Centro Empresarial da Feira (CEF) está a "equacionar” a expansão, e até ao final de 2019 prevê "duplicar” o número de postos de trabalho no local, e albergar cerca de 240 trabalhadores. O CEF, criado há cerca 18 meses, a partir do aproveitamento de instalações e espaço deixados pela antiga fábrica Rhode e que ocupa uma área de 51.500 m2, está com uma taxa de ocupação de cerca de 55%.

O CEF representa hoje para o desenvolvimento económico de Santa Maria da Feira a captação de mais de 45 empresas, que já criaram mais de 120 postos de trabalho. Face às outras zonas industriais do concelho de Santa Maria da Feira, Hugo Pinto salientou que o CEF tem "um serviço diferenciado em termos de "fit out” e serviços de apoio, quer em termos de funcionalidade das próprias instalações”. Hugo Pinto, diretor-geral do CEF, em entrevista, revela que, face ao sucesso até agora obtido, estão a "ponderar o aumento da área edificada do CEF e, eventualmente, a replicação deste modelo de negócio a outras zonas de Santa Maria da Feira ou em qualquer parte do território nacional”. Segundo o responsável, o "core business” do CEF é centrado na captação de empresas de base tecnológica e serviços para ocupar os espaços destinados a escritórios e empresas de serviços de valor acrescentado para os armazéns.

Quais foram as principais dificuldades sentidas no arranque do CEF?

Este negócio surge, da parte dos accionistas, na crise da banca. O que se fez na altura foi tentar arranjar investimentos alternativos, que não fossem os depósitos a prazo ou o ter dinheiro no banco. Com base nisso, andaram à procura de activos. Isto era a maior fábrica de calçado nacional, a antiga Rohde, que tinha falido já 12 anos antes da compra. Quando compramos este terreno, estava completamente destruído: houve roubos de toda a ordem, havia imensas silvas por todo o lado e o espaço encontrava-se bastante degradado. Tivemos de chegar cá e proceder de imediato a uma limpeza de todo o espaço e do perímetro, e a partir daí começamos a delinear qual seria a estratégia que se enquadraria melhor no que pretendíamos fazer relativamente a este imóvel. Fizemos um primeiro desenho, e depois fomos planeando e executando as várias fases de planeamento.

Qual é a taxa de ocupação actual do Centro Empresarial?

Neste momento estamos com uma taxa de ocupação na ordem dos 50%, e com o contrato de expansão da Faurecia, que devemos fechar nos próximos dias, ficaremos com cerca de 60%. Em termos de empresas, temos cá representadas cerca de 45 entidades, e o investimento global (quer nosso, quer das empresas que cá estão) ronda os nove milhões de euros. No entanto, na minha opinião, penso que gastaremos ainda mais 2 ou 3 milhões até finalizarmos o projecto integralmente.


In, Jornal N
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