Política de cookies

Este site utiliza cookies. Ao navegar, está a consentir o seu uso. Saiba Mais

Compreendi

Notícias

Bancos portugueses entre os menos expostos aos setores da crise
2020-06-25

Banco de Portugal alerta para a "significativa" exposição da banca aos setores mais afetados pela pandemia. Ainda assim, os bancos nacionais estão entre os menos expostos aos setores com maior risco. 

banca portuguesa está menos exposta aos setores mais afetados pela crise do novo coronavírus do que a generalidade dos bancos europeus. A conclusão é do Banco de Portugal que considera, ainda assim, que a exposição do crédito às empresas mais sensíveis ao impacto da pandemia é "significativa”.

"Apesar de inferior à observada na generalidade dos outros países da área do euro considerados, a exposição do setor bancário a sociedades não financeiras (SNF) por via de empréstimos aos setores mais sensíveis aos efeitos da pandemia é significativa”, sublinha o Banco de Portugal no Relatório de Estabilidade Financeira divulgado esta quarta-feira.

De acordo com a análise do supervisor, 61% da carteira de empréstimos dos bancos nacionais está exposta aos oito setores considerados mais sensíveis, de onde se destacam o setor das indústrias transformadoras e o setor do comércio por grosso e a retalho e reparação de veículos automóveis e motociclos. É o valor mais baixo de uma lista de países que inclui bancos da Alemanha, França, Holanda ou Finlândia. Irlanda regista o valor mais elevado, com 73% do crédito exposto às atividades que mais estão a ser castigadas pela crise, devido sobretudo ao crédito relacionado com atividades imobiliárias.

Mesmo considerando o peso dos créditos mais "arriscados” no total dos ativos ponderadores pelo risco, a banca portuguesa sai bem na fotografia europeia.

"Para Portugal, a exposição aos oito setores mais sensíveis em percentagem dos ativos ponderados pelo risco situava-se em 28%, o valor mínimo no conjunto de países considerados”, indica o Banco de Portugal. No outro extremo está a Holanda, onde este indicador se situa em 53%.

Banca mais exposta a empresas com baixa liquidez

O supervisor lembra que a magnitude do impacto da pandemia sobre os diferentes setores da economia também vai depender a própria situação financeira das empresas. E, neste capítulo, "uma dimensão que assume particular importância no atual contexto é a liquidez”.

O Banco de Portugal recorre ao rácio entre o dinheiro em caixa e depósitos e as necessidades de financiamento de curto prazo para avaliar a capacidade da empresa para cumprir com as responsabilidades de curto prazo. Valores mais reduzidos do rácio significam que a empresa está mais sensível, em termos de liquidez, ao prolongamento da pandemia.

De acordo com a análise à capacidade financeira das empresas, o Banco de Portugal adianta que a carteira de empréstimos apresenta "significativa exposição” a empresas com baixa liquidez, "em particular em alguns dos setores identificados como mais sensíveis”.

O supervisor avisa ainda que alguns setores se caracterizam por "conjugar fragilidades ao nível da liquidez e do capital”.


In, Eco Economia Online
voltar