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"Agora, os clientes têm orgulho de vir para o Hotel Nova Cruz"
2017-07-31

O presidente do Conselho de Administração do Nova Cruz Hotel, José Manuel Leão, recuou até 1986 para falar sobre como tudo começou, destacando o papel dos investidores que angariaram o capital que fez erguer a estrutura hoteleira. Sobre as remodelações, no âmbito das comemorações do 25.° aniversário, destaca o orgulho dos clientes, revelando projectos futuros.

Para quem passa à margem do Nova Cruz Hotel é notória a remodelação da imagem da unidade hoteleira. A renovação é exterior e interior e surge, segundo o presidente do Conselho de Administração José Manuel Leão, para continuar a dar o melhor serviço possível ao cliente. Recuemos até 1986, para mostrar ao leitor como tudo começou, segundo José Manuel Leão, que faz parte da Sociedade Anónima do hotel desde o início. "Alfredo Henriques tinha acabado de tomar posse enquanto presidente da Câmara [Municipal], eu era o número dois e tomei posse enquanto vereador. Um dos pelouros com que fiquei foi o do Turismo e verificámos que em Santa Maria da Feira não havia um único local onde dormir. Entretanto, tomaram posse, na Junta de Freguesia, Rogério Portela e Américo Ribeiro e conversámos sobre esta problemática e como haveríamos de conseguir com que alguém construísse um Hotel. Então, falei com o presidente da Câmara e dei a sugestão de fazer um convite à população, público, para vermos se havia pessoas que aderissem à constituição de uma sociedade e que viessem a construir o Hotel", recorda José Manuel Leão.

Assim foi. 0 Correio da Feira publicou, na data, "quer o convite público, quer a notícia da primeira reunião oficial". "Houve reuniões prévias no Salão Nobre da Câmara. Conseguiu-se juntar 93 pessoas que vieram a constituir a TurisFeira, S.A. que fez nascer a ideia do Hotel. Na altura, só a ideia. 0 capital social inicial fixava-se em 50 mil contos que perfaz, hoje, 250 mil euros. Daria para o projecto e pouco mais. Nasceu a Sociedade Anónima e depois foi preciso fazer-se um aumento de capital para chegar, pelo menos, a, actualmente, dois milhões de euros", avança. O núcleo duro de pessoas dedicadas em fazer nascer o Nova Cruz constituiu-se por José Manuel Leão, Américo Tavares, Sá Correia, Carlos Oliveira, António Cavaco e Rogério Portela.

Para José Manuel Leão, "o hotel foi uma pedrada no charco porque não havia onde dormir e de um momento para o outro apareceram 60 quartos e cinco suites", destacando ainda o papel da Sala António Joaquim, existente no Nova Cruz, que, não existindo Europarque, tornou-se "a sala de Congressos" do Concelho. "Foi a sala onde as principais empresas de Vale de Cambra e S. João da Madeira realizavam workshops, reuniões dos quadros e formações. Estava continuadamente ocupada ao serviço dessas empresas", disse, afirmando que através destes encontros, Santa Maria da Feira conseguiu captar mercado externo ao Concelho.

No âmbito do 25.° aniversário, o Nova Cruz Hotel remodelou a imagem exterior e as condições interiores em todos os pisos. "Poderíamos conservar ou evoluir. Optámos por evoluir. Para conservar, não era preciso fazer um investimento tão grande. O investimento no interior foi o que preocupou mais. Fizemo-lo piso a piso para o Hotel continuar em funcionamento. Tudo foi substituído desde os guarda- fatos, à testa da cama, às colchas, aos cortinados. Tudo novo. Terminada a remodelação interior, dedicámo-nos ao exterior que é a parte mais visível. Para os clientes, o interior foi uma mais-valia comparado com o exterior. Notámos que, agora, os clientes têm orgulho de vir para o Hotel Nova Cruz. Os clientes portugueses que trazem os seus técnicos ou clientes estrangeiros têm orgulho em trazê-los ao Hotel", afirma José Manuel Leão.

No que toca à hotelaria feirense, muitos negócios têm sido inaugurados, algo que não assusta José Manuel Leão, pelo contrário. "Não é concorrência. É aumento de oferta que é bem-vinda e saudável". Para o futuro, o presidente do Conselho de Administração projecta a aposta contínua nos benefícios para o cliente e aponta a construção de uma segunda cozinha e de 32 quartos. "Há um futuro imediato que passa por continuar a beneficiar os equipamentos do Hotel. Entre Dezembro e Janeiro, vamos montar uma nova cozinha no rés-do-chão. Existe uma no 6.° andar para servir o restaurante. Como temos muitos clientes em grupo, é mais funcional e uma mais-valia ter ao lado da Sala [António Joaquim] uma cozinha e o serviço ser feito junto à mesma. Existe ainda um projecto para a ampliação do hotel, para mais 32 quartos, que já está, inclusive, aprovado", revela.

Por fim, José Manuel Leão revelou que "a rentabilidade do investimento foi zero". "Ao fim de 25 anos, as pessoas que entraram com capital, não retiraram rendimento. O que é mau em qualquer investimento, embora a grande mais-valia tenha sido para a terra que usufruiu de um investimento que não tinha", refere.

In, Correio da Feira
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